No Rio Grande do Sul são quase 90 casos de ferrugem asiática em lavouras de soja

Com o início da safra de soja 2023/24, o Rio Grande do Sul enfrenta um desafio preocupante: a incidência precoce da ferrugem asiática. Segundo dados do Consórcio Antiferrugem, já foram registrados 88 casos da doença no Estado, sendo 96% registrados antes da fase de enchimento de vagens (fase de desenvolvimento R5), cenário atípico se comparado a outras regiões do país.

A pesquisadora Cláudia Godoy, da Embrapa Soja, alerta que o excesso de chuvas no início da colheita atrasou o plantio das lavouras, colocando-as em diferentes estágios de desenvolvimento em janeiro. Este atraso pode ter contribuído para a incidência precoce da ferrugem asiática, especialmente nas culturas semeadas posteriormente, onde o fungo encontrou condições favoráveis ​​para proliferar.

Godoy destaca que, mesmo com a aplicação de fungicidas, os produtores têm enfrentado dificuldades no controle da doença, evidenciando falhas no manejo. Destaca a importância da escolha criteriosa dos fungicidas, considerando que o fungo causador da ferrugem asiática está desenvolvendo resistência aos principais grupos de fungicidas utilizados.

Diante desse cenário, a Embrapa recomenda o uso de fungicidas rotacionais, incluindo fungicidas multissítios para aumentar a eficiência do controle. Além disso, a diretriz exige que o controle químico seja realizado assim que observados os primeiros sintomas, ainda no período vegetativo, respeitando intervalo de aplicação de 14 dias entre uma aplicação e outra.

Fonte: Agrolink

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