Leite fortalece demanda por vacina contra dengue no RS | RDCTV

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O governador ressaltou que o Rio Grande do Sul possui um plano emergencial para combater a propagação da doença. Foto: reprodução.

Nesta quarta-feira (7), o governador Eduardo Leite, acompanhado da chefe da Secretaria de Saúde, Arita Bergmann, e dos diretores do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS), participou de reunião virtual com a ministra da Saúde, Nísia Trindade, no a situação da dengue nos Estados Unidos e aproveitou para reforçar o apelo por esforços que possibilitem o avanço seguro e ágil da produção das vacinas em estudo.

“A vacina pode não ser a solução definitiva, mas há muita expectativa em torno dela, principalmente em relação à produzida pelo Instituto Butantan, por ser de dose única. Peço, portanto, que façamos o mesmo esforço que fizemos durante a Covid-19, com toda a segurança necessária, para realizar os processos de testagem, registo e disponibilização, para que possamos tornar estas vacinas utilizáveis ​​pela nossa população”, afirmou o governador.

Segundo o ministro, o governo federal tem atuado para acelerar a distribuição das doses da vacina, bem como a produção da vacina no Brasil, para facilitar o atendimento à população. “Estamos trabalhando muito na questão das vacinas. O Butantã está na fase três de produção, ou seja, dose única, mas o dossiê ainda terá que ser analisado pela Anvisa”, explicou.

Leite destacou que o Rio Grande do Sul possui um plano emergencial para combater a propagação da doença, além de contar com um sistema de monitoramento que permite que regiões e municípios acompanhem a situação da dengue. Das 497 unidades, 483 já submeteram seus planos ao governo do estado e agora estão em análise pela SES para que as ações necessárias sejam tomadas.

O governador lembrou ainda que os testes de pulverização intradomiciliar (BRI) começaram em 2023, monitorados pelo Ministério da Saúde, e que as primeiras intervenções foram realizadas em três municípios do Rio Grande do Sul, com o sucesso na implementação da estratégia. Atualmente, 119 municípios estão sendo treinados para adotar a BRI.

No encontro também foi apresentado o Painel de Casos de Dengue no RS, que coleta dados sobre a situação do Estado que também são úteis para o próprio Ministério da Saúde e as informações do painel também servem para indicar aos Municípios quais ações tomar , dependendo do nível de alerta em cada local.

No estado do Rio Grande do Sul, atualmente mais de 90% dos municípios estão infestados de mosquitos Templos dos Egípcios, transmissor de dengue, chikungunya e zika. Somente em 2024, foram registradas 5.163 notificações de casos suspeitos de dengue, dos quais 2.534 foram confirmados. Também foram confirmadas duas mortes por dengue.

A reunião contou com a presença dos governadores e representantes das secretarias dos 26 Estados e do Distrito Federal que apresentaram a situação atual da doença em seus respectivos territórios.

Conheça os principais sintomas da doença

Febre alta (39°C a 40°C), com duração de dois a sete dias;

Dor retroorbital (atrás dos olhos);

Dor de cabeça;

Dor corporal;

Dores articulares;

Mal-estar geral;

Náusea;

Vomitar;

Diarréia;

Manchas vermelhas na pele, com ou sem coceira.

Prevenção

A população deve tomar medidas para evitar a proliferação e circulação de mosquitos Templos dos Egípcios, limpando e verificando as áreas internas e externas das casas ou apartamentos para eliminar toda a água estagnada no interior dos objetos. Essa simples atitude evita que o mosquito nasça, interrompendo seu ciclo de vida na fase aquática. O uso de repelentes também é recomendado para maior proteção individual.

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