Hospital de Viamão anunciou fim dos atendimentos de urgência e emergência em 30 dias

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Omar Freitas/Agência RBS
O aumento dos custos hospitalares pós-pandemia, a inflação dos cuidados de saúde e os cortes nos recursos governamentais foram destacados como as principais dificuldades financeiras enfrentadas pelas instituições de saúde.

Funcionários e pacientes Instituto de Cardiologia Hospital Viamãona região metropolitana de Porto Alegre, ficou chocado nesta quarta-feira (8) com o anúncio alguns serviços fecharão dentro de 30 dias. Este é um serviço para urgência e emergência e saúde mental.

As secretarias municipais e estaduais de saúde foram notificadas da decisão pela Fundação Universitária de Cardiologia (FUC). Equipe de reportagem GZH tem acesso a dois documentos.

Um deles está fixado na parede da instituição. Esta é uma comunicação interna que inclui uma série de dificuldades financeiras“especialmente com os aumentos dos custos hospitalares pós-pandemia, a inflação dos cuidados de saúde e os cortes significativos nos recursos governamentais.”

Em carta enviada à secretária estadual Arita Bergmann e à secretária municipal Michele Galvão, a administração do hospital destacou uma perdas mensais em torno de R$ 950 mil. O documento foi assinado pelo supervisor executivo Oswaldo Luis Balparda, pelo diretor técnico Dr. Gutierre Neves de Oliveira e o diretor executivo Leandro Gomes dos Santos.

Segundo o gestor, houve redução no valor repassado pelo governo do Rio Grande do Sul via Assista ao programa em janeiro deste ano e outro corte semelhante está previsto para outubro. Isso se deve à definição de novos critérios de distribuição de recursos aos hospitais que prestam serviços pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Rio Grande do Sul.

“O programa premia os serviços de acordo com a produção, o que cobre parcialmente o custo dos serviços eletivos, mas não proporciona o suficiente da sensação de PREPARAÇÃO que as entradas de emergência exigem, mesmo que tenhamos um serviço ou 50 serviços que custam profissionais. Mesmo assim, o que varia são os custos diretamente relacionados ao serviço, que são bem menores.

Atualmente o Hospital Viamão recebe diariamente em sua porta de emergência mais de 20 ambulâncias, pacientes graves que muitas vezes necessitam de horas de atenção de toda a equipe, portanto APENAS UM ATENDIMENTO é prestado, portanto seria injusto, neste caso, utilizar o critério produção para recompensar os pacientes. a importância dos hospitais.”

A direção do Hospital Instituto de Cardiologia Viamão enfatizou que o fim dos serviços de urgência e emergência, bem como da saúde mental, resultará na rescisão dos contratos de trabalho de 196 profissionais em todos os níveis de função: médicos, enfermeiros, seguranças, “entre outros, que correram riscos durante a pandemia e que muito fizeram (e ainda fazem) pela saúde da cidade de Viamão”.

Apesar disso, as comunicações internas dirigidas aos colaboradores ainda geram expectativas de que ocorrerá o cenário oposto:

“Continuamos acreditando que os órgãos responsáveis ​​pela saúde pública encontrarão uma forma de resolver esta situação e, desta forma, não haverá redução dos serviços hospitalares atualmente prestados.”

O que a prefeitura e o estado estão dizendo

Equipe de reportagem GZH contatou a prefeitura de Viamão e o governo do estado para se posicionar sobre o assunto.

O governo municipal informou que “solicitaram agenda urgente ao governador Eduardo Leite e ao ministro da Saúde para resolver esse impasse”.

Em entrevista à RBS TV, a diretora do Departamento de Gestão de Cuidados Especiais, Lisiane Fagundes, comentou que a agenda vem sendo acompanhada há muito mais tempo pelo município. Na semana passada, será realizada reunião com as lideranças da fundação e do hospital para discutir a recomposição de valores.

Além disso, destaca que as responsabilidades estipuladas no contrato não permitem interferência nos serviços prestados à comunidade.

— O Hospital Viamão é contratado pelo Estado, existem regras para abertura, encerramento ou suspensão de serviços. Inauguramos o hospital para que as regras do contrato de prestação de serviços sejam cumpridas, principalmente por ser um serviço de urgência e emergência, único hospital da cidade, é um hospital traseiro do pronto-atendimento — concluiu .

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