Camarada preso por morte pessoal é acusado de feminicídio no RS

A Justiça do Rio Grande do Sul acatou a denúncia e declarou a companheira do personal trainer encontrada morta em frente à casa dos pais, em Montenegro (RS), acusada de feminicídio.

O que aconteceu

Hoje foi acatada a denúncia contra Alexsandro Alves Gunsch, 48 anos (9). Os acusados ​​​​agora responderão pelo crime de homicídio qualificado da personal trainer Débora Michels, com qualificação de feminicídio (crime cometido contra a mulher em contexto de violência doméstica ou familiar, informou o Tribunal de Justiça do RS), covarde, um tanto cruel e com um patrimônio que dificultava a defesa da vítima.

O crime foi cometido na residência do casal, afirma o deputado. O Ministério Público, que encaminhou a denúncia contra Alexsandro ao Tribunal, sublinhou que o crime ocorreu por volta das 3 horas da noite de 26 de janeiro, de forma premeditada. Débora permaneceu sufocada até desmaiar: o sufocamento fez com que a vítima fosse levantada do chão. Após o crime, segundo o delegado, o homem pegou o corpo, colocou-o no carro e abandonou-o em frente à casa dos pais da vítima.

Homem morto por não aceitar o fim do relacionamento, segundo o deputado. A denúncia destaca que a qualificação de má motivação foi incluída na denúncia porque Alexsandro tinha sentimento de pertencimento à vítima. A causa da morte de Débora foi asfixia mecânica.

“Há prova da paternidade e existência dos factos através de elementos de informação na fase inquisitorial”, declarou a juíza Anabel Pereira, da Comarca de Montenegro, encarregada de acolher a denúncia.

Após a notificação, o réu terá dez dias para responder à cobrança. Alexsandro está preso preventivamente na Penitenciária Estadual de Canoas I, informou a Justiça gaúcha. UniversoA advogada Daniela Schneider Couto, que representa os acusados, declarou nesta sexta-feira (9) que a defesa “só divulgará manifestação após a entrega do boletim de ocorrência e a conclusão completa do inquérito policial”.

O julgamento ocorre em segredo perante os tribunais.

Lembre-se do caso

Uma câmera de segurança da rua dos pais da vítima registrou o momento em que o corpo de Débora foi deixado no local. A morte da mulher foi confirmada nesta sexta-feira (26).

A polícia solicitou a prisão preventiva do homem, mas o pedido foi rejeitado pela Justiça e só foi atendido após pedido de revisão. Após ser preso, o homem declarou, segundo a polícia, que cometeu o crime durante uma briga em casa.

Os dois estavam passando por um processo de separação. Não há queixas ou medidas de proteção contra ele, disse a polícia.

[Ele] Ele disse que eles discutiram e houve uma briga. Que acabou agarrando-a pelo pescoço, levantando-a. Então ele jogou-o contra um guarda-roupa.
Delegado Marcelo Farias Pereira, no UOL

Em caso de violência, denuncie

Quando você testemunhar um incidente de agressão contra mulheres, ligue para o 911 e denuncie.

Os casos de violência doméstica são, na maioria dos casos, cometidos por parceiros ou ex-companheiros de mulheres, mas a Lei Maria da Penha também pode ser aplicada a agressões cometidas por familiares.

Você também pode denunciar denúncias pelo 180 – Central de Atendimento à Mulher – e pelo Disque 100, que apura violações de direitos humanos.

Há também o aplicativo Direitos Humanos Brasil e a página da Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos (ONDH) do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH). As vítimas de violência doméstica podem denunciar no prazo de seis meses.

+ There are no comments

Add yours