Trabalho penitenciário chega a mais de 12 mil presos no RS

No Rio Grande do Sul existem 12.211 pessoas privadas de liberdade que realizam algum tipo de trabalho. Destes, 11.396 são homens e 815 são mulheres. Os números foram divulgados esta terça-feira pela Polícia Judiciária.

Segundo a instituição, a mão de obra prisional é utilizada para adaptação da sede da Secretaria de Sistemas Penal e Socioeducativo (SSPS). Além disso, os internos também trabalhavam nas obras do Centro de Gestão Fernando Ferrari (Caff).

“O trabalho prisional, além de aumentar as chances de reabilitação, também promove a recuperação da autoestima e representa uma contribuição significativa para o Estado através dessas reformas e pequenas reparações”, sublinhou o chefe interino da SSPS, Cesar Kurtz.

De acordo com a Lei de Execução Penal, os presos em regime fechado ou semiaberto podem reduzir a duração da pena trabalhando tanto dentro da unidade prisional quanto em empresas localizadas fora da unidade. Nessa modalidade de anistia, a cada três dias de trabalho é descontado um da pena.

Em janeiro, quatro internos iniciaram obras de reforma na instituição de ensino General Flores da Cunha. No ano passado, dois internos do Instituto Penal Irmão Miguel Dario, localizado em Porto Alegre, trabalharam nas obras de adaptação do andar da Secretaria de Desenvolvimento Rural, no 9º andar do Caff.

O agente penitenciário Claudemar de Oliveira, que supervisiona os internos da SSPS, explica que eles deverão ser avaliados por uma comissão interdisciplinar, que definirá a possibilidade de realização de trabalhos externos. “Essa comissão envolve a segurança penitenciária e uma equipe técnica formada por assistentes sociais, psicólogos e o diretor da unidade. Quem entra no regime fechado também passa por essa seleção e, se já tiver profissão, tenta utilizar essa mão de obra dentro do estabelecimento”, sublinhou.

Um preso, cujo nome não foi divulgado, cumpre pena em regime fechado e, enquanto aguarda a transição para o regime semiaberto, trabalha para resgatar sua pena. Dentro do presídio desempenhou diversas funções, inclusive na oficina de costura, onde produziu máscaras durante a pandemia de Covid-19. “Trabalhei na cozinha, na manutenção, no quintal, no ateliê, costurando máscaras e outros trabalhos de costura. Então realmente melhorei muito”, relatou.


O preso também planeja voltar às aulas e concluir os estudos. Porém, com o apoio de seus empregadores pretende iniciar um curso técnico na área elétrica.

+ There are no comments

Add yours