Sindicato dos Rodoviários alegou irregularidades no despedimento da Carris e teve de contactar o Ministério Público – Rádio Guaíba

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Após assumir a empresa, nova gestão confirmou demissões no início de fevereiro

Foto: Ricardo Giusti/CP

Depois de a empresa de autocarros Carris ter anunciado o despedimento de 87 trabalhadores, o Sindicato dos Trabalhadores dos Autocarros disse entender que alguns dos despedimentos eram injustos. Em janeiro deste ano, a empresa passou a ser administrada pela Empresa de Transportes Coletivos Viamão, após processo de privatização em 2023. As demissões foram confirmadas pela nova gestão no dia 1º de fevereiro. Segundo o vice-presidente do sindicato, Sandro Abbade, a associação teve de contactar o Ministério Público porque não concordou com algumas destas exceções.

“Fomos ao Ministério da Administração Geral porque acreditávamos que lá haveria despedimentos que não poderiam acontecer, porque alguns dos despedidos tinham comorbilidades como cancro e outros problemas de saúde. Então, na nossa opinião, são pessoas que têm problemas e não podem ser demitidas, e nós vamos defendê-las. “Só temos que esperar e ver quantas pessoas vão expulsar”, disse o vice-presidente

Ao receber o relatório, a Carris afirmou que estava a operar conforme exigido pelo aviso e a cumprir todos os requisitos da legislação laboral. Em suas notas, a Companhia informa que desde a posse da nova administração foi realizada uma revisão contratual para atender às necessidades da empresa, mas garantindo seu compromisso de reter a maioria dos atuais funcionários.

Veja a nota da Carris:

O foco da Carris é melhorar o funcionamento e a qualidade dos serviços de transporte de passageiros oferecidos pela empresa, de acordo com as taxas fixadas pelo órgão gestor. Desde que a nova gestão assumiu, em 24 de janeiro deste ano, o contrato foi revisto para adequar o arcabouço às necessidades da empresa.

Nesta quinta-feira (1º), 87 funcionários foram demitidos. A contratação adequada também envolve o recrutamento de novos profissionais, além de treinar e treinar os funcionários que já fazem parte da empresa.

A empresa está comprometida em reter a maioria de seus funcionários atuais. Além disso, garante que não haverá perdas de passageiros por falta de pessoal. Não haverá alterações nos itinerários, horários e rotas dos ônibus.

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