RS tem 14 cidades prioritárias no Programa Brasil Saudável

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O objetivo é que a maioria das doenças seja eliminada como problema de saúde pública no Brasil

Foto: Walterson Rosa/MS

No país, 175 cidades são consideradas prioritárias porque apresentam elevada carga de duas ou mais doenças ou infecções socialmente definidas e, portanto, são importantes na agenda de eliminação como problema de saúde pública.

Foto: Walterson Rosa/MS

Os municípios gaúchos de Bento Gonçalves, Lajeado, Passo Fundo, Novo Hamburgo, Pelotas, Rio Grande, Alvorada, Gravataí, Santa Maria, São Leopoldo, Canoas, Caxias do Sul, Viamão e Porto Alegre receberão prioridade nesses estados no Brasil Saudável Programa que foi lançado nesta quarta-feira, 7, pelo governo federal, em recepção do diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, no Brasil.

Por meio desse Programa, o Ministério da Saúde e outros 13 ministérios do governo federal atuarão em diversas áreas, com foco na erradicação da fome e da pobreza; expansão dos direitos humanos e da protecção social para populações e áreas prioritárias; qualificação dos trabalhadores, movimentos sociais e sociedade civil; incentivar a inovação científica e tecnológica para diagnóstico e tratamento; e ampliação da infraestrutura e do saneamento básico e das medidas ambientais.

O objetivo é eliminar a maioria das doenças como problemas de saúde pública: malária, doença de Chagas, tracoma, filariose linfática, esquistossomose, oncocercose, geohelmintíase, além de cinco infecções de transmissão vertical (sífilis, hepatite B, Chagas, HIV e AIDS). HTLV). Também cumpre as metas da OMS em matéria de diagnóstico, tratamento e redução da transmissão da tuberculose, da lepra, da hepatite viral e do VIH/SIDA.

E a esperança é que os grupos mais vulneráveis ​​tenham um menor risco de adoecer e que as pessoas afectadas por doenças e infecções possam receber tratamento adequado, com custos mais baixos e melhores resultados através de uma rede de profissionais e serviços de saúde.

O Comité Interministerial para a Eliminação da Tuberculose e Outras Doenças Socialmente Determinadas (CIEDDS) identificou 175 cidades que são consideradas prioritárias no país por terem uma elevada carga de duas ou mais doenças ou infecções socialmente determinadas e, portanto, é um importante coisa na agenda de eliminação. como um problema de saúde pública.

Entre 2017 e 2021, as mazelas sociais foram responsáveis ​​pela morte de mais de 59 mil pessoas no Brasil.

Quadro internacionalEu estou indo ao Brasil

Com o Programa Brasil Saudável, o país estabelece um marco internacional, alinhado à OMS, às metas globais estabelecidas pela Organização das Nações Unidas (ONU) por meio dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 e da iniciativa da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) para eliminar doenças na América.

O programa surgiu a partir da criação do CIEDDS, uma ação inédita que, desde sua fundação em abril de 2023, fortalece o compromisso do governo brasileiro em acabar com as doenças e infecções definidas e perpetuadas pelos ciclos de pobreza, fome e desigualdade social no país.

A implementação destas medidas parte da premissa de que garantir o acesso aos serviços de saúde por si só não é suficiente para atingir estes objetivos. É importante propor políticas públicas intersetoriais voltadas à equidade em saúde e à redução das disparidades, fator diretamente relacionado às causas do problema.

O Brasil Saudável será coordenado pelo Ministério da Saúde, por meio do CIEDDS, com ações coordenadas entre as pastas de Ciência, Tecnologia e Inovação; Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome; Direitos Humanos e Cidadania; Educação; Igualdade Racial; Integração e Desenvolvimento Regional; Seguro Social; Trabalho e Emprego; Justiça e Segurança Pública; Cidade; de mulheres; Meio Ambiente e Mudanças Climáticas; e Povos Indígenas. Também está prevista a construção de parcerias com movimentos sociais e organizações da sociedade civil para aumentar a implementação de medidas em cidades prioritárias.

*Com informações do Ministério da Saúde

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