Lideranças regionais buscam integração do RS à Nova Ferroeste

Grandioso projeto que visa reduzir custos logísticos em relação ao transporte rodoviário, a Nova Ferroeste é o projeto do Governo do Paraná de uma rodovia interestadual, que visa alargar a Estrada de Ferro Paraná Oeste S.A., trecho de pouco mais de 200 quilômetros, operando entre Guarapuava e Cascavel. A nova rota, com 1.567 quilômetros de extensão, ligará os municípios de Maracaju (MS) e Paranaguá (PR), além de criar um ramal entre Foz do Iguaçu e Cascavel e entre Chapecó e Cascavel. Quando a ferrovia estiver concluída, este será o segundo maior corredor de grãos e contêineres do país.

A Nova Ferroeste aumenta exponencialmente a participação do setor ferroviário no Paraná, ligando o estado ao Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e aproximando os trilhos do Paraguai e da Argentina. Os dados da EVTEA indicam uma redução nos custos logísticos de aproximadamente 28% em relação ao transporte rodoviário. Essa economia gerada permitirá preços mais competitivos no comércio exterior e redução do produto final nas gôndolas dos supermercados do Brasil.

Segundo o diretor das Ferrovias da Associação Comercial e Industrial de Chapecó (ACIC), Lenoir Broch, os estados do Sul serão os maiores beneficiários da Nova Ferroeste. Broch estima que todo o estudo de viabilidade seja concluído em 2024 e que em meados de 2025 tudo esteja pronto para o lançamento do leilão.

– A ferrovia é extremamente importante para o desenvolvimento do país. Vamos falar da importância da Nova Ferroeste para o Sul como um todo. Obviamente, a maior parte da indústria de processamento de carnes está localizada no oeste do Rio Grande do Sul, no sudoeste e oeste do Paraná, também no noroeste e norte do Rio Grande do Sul. Assim, os estados do Sul são os maiores beneficiários da Nova Ferroeste. Mas as ferrovias são uma necessidade, são um meio de transporte muito importante que deve ser implementado no país – disse Broch.

O estudo de viabilidade busca integrar o Rio Grande do Sul ao projeto
Há um movimento entre lideranças das regiões Norte e Noroeste gaúcho para que a ferrovia passe pelo estado, ligando Chapecó a Passo Fundo. Nesta quinta-feira, 8, será realizado em Nova Ferroeste o Simpósio de Logística e Integração Gaúcha. O objetivo do encontro é discutir e promover a importância estratégica de conectar diretamente as cadeias produtivas com o menor custo logístico. O evento terá início às 19h no Clube Recreativo Nonoaiense, em Nonoai.

Estão previstas a realização de um painel expositivo sobre a Nova Ferroeste e a assinatura do Estudo de Viabilidade Técnica Econômica e Ambiental (EVTEA). Para garantir a participação de todos, o Simpósio será transmitido em formato híbrido.

Segundo a prefeita de Nonoai, Adriane Perin de Oliveira, o valor necessário para financiar o estudo é de aproximadamente R$ 500 mil. Até o momento, com o apoio da iniciativa privada, foram arrecadados R$ 300 mil. Além disso, o senador Luis Carlos Heinze, por meio de emenda parlamentar, destinou mais R$ 200 mil para o pedido.

– Os caminhos-de-ferro são uma questão cuja importância todos conhecemos muito antes de nós. Surgiram iniciativas para aproveitar este modal ferroviário em nossa região, reduzir custos logísticos e aumentar a competitividade do setor, seja da agricultura cerealífera, da proteína animal, da indústria, do comércio. E sempre disse que a vocação do Brasil, do nosso estado e sobretudo da nossa grande região, é produzir alimentos. E o nosso maior desafio é reduzir custos, tornar o mercado competitivo. Foi lá que nos organizamos para facilitar o estudo de viabilidade técnica, econômica e ambiental, para ver a viabilidade do trecho que ligará o Rio Grande do Sul, ligando Chapecó a Passo Fundo -, destacou Adriane.

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