Falta de chuvas pode comprometer potencial de produção de soja no RS, diz Emater | agricultura

A irregularidade das chuvas no Rio Grande do Sul tem repercutido nas lavouras de soja do estado, que ainda estão em fase de desenvolvimento vegetativo.

Segundo o boletim da Emater-RS, desde meados de janeiro, nas regiões onde o volume de chuvas foi insuficiente, surgiram indícios de estresse hídrico, o que pode afetar o potencial produtivo.

“As plantas apresentam sintomas de murchamento, expondo a parte inferior das folhas aos raios solares, o que provoca queimaduras nessas partes.”

Nas áreas onde houve boas precipitações a situação é considerada satisfatória.

“A altura das plantas está de acordo com a fase fenológica em que se encontram, o que sugere resultados produtivos alinhados às projeções inicialmente estabelecidas”, destaca a Emater.

Para o ciclo 2023/24, a estimativa da empresa de assistência técnica prevê uma colheita de soja de 22,4 milhões de toneladas, um aumento de 73,03% em relação ao ciclo anterior.

Segundo dados divulgados pela Emater-RS, o Rio Grande do Sul colheu 52% da área de milho prevista para a safra de verão 2023/24. O trabalho está à frente dos 32% colhidos no mesmo período da safra passada. Esse é o mesmo percentual observado na média do período.

Segundo a Emater, a estabilidade do clima favoreceu o avanço das colheitadeiras na última semana. A queda da umidade relativa tem favorecido a retirada dos cereais, cujo teor de umidade varia entre 18% e 22%. “Esse intervalo é considerado adequado e tem resultado em menor quebra de grãos e debulha mais eficiente da espiga”, afirma a Emater em boletim.

Neste momento, a produtividade das culturas varia. Estamos falando de lavouras de alta tecnologia com resultados superiores a 10 mil quilos por hectare. Em vez disso, em culturas que se encontram em situações adversas, com presença de cigarrinhas, doenças e com tecnologia mais limitada, o rendimento fica entre 3.000 e 5.000 quilos por hectare.

“Em termos gerais, há consenso de que a colheita será satisfatória, mas inferior à estimativa inicial de 7.414 quilos por hectare”, destaca a Emater.

Além da redução da produtividade, um dos principais desafios é identificado na queda dos preços dos produtos, que em alguns casos não consegue cobrir os custos de produção, mesmo diante da elevada produtividade.

Na semana passada, o preço da saca de 60 quilos caiu 1,62% no estado, fixando-se em R$ 52,14.

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