Bombeiros já registraram 60 mortes por afogamento no RS em pouco menos de dois meses

Desde 16 de dezembro de 2023, o Rio Grande do Sul registra o início da Operação Verãopelo menos 60 mortes por afogamento. Os dados, coletados nesta segunda-feira (12), levam em consideração apenas serviços realizados pelo Corpo de Bombeiros Militare não leva em consideração incidentes tratados por outras empresas – como as duas mortes registradas em Jacuí, Porto Alegreno fim de semana – e casos em piscinas.

O número registado em pouco menos de dois meses já iguala o total registado pelos bombeiros de Milirar entre dezembro de 2022 e março de 2023.

– Este ano (o número de casos) É bem maior, mas o verão é mais quente devido ao efeito El Niño, então as pessoas do interior que não conseguem vir ao litoral acabam frequentando locais muito clandestinos e inseguros. Entendemos que faz muito calor, mas incentivamos você a procurar um vestiário protegido por salva-vidas. No mundo todo, tanto no Brasil quanto em outros lugares, é impossível ter milhares e milhares de salva-vidas cobrindo 100% – afirma o major Daniel Moreno, coordenador operacional da Operação Verão.

Dos 60 casos já registados nesta temporada, 55 ocorreram em águas interiores e cinco no mar. Nenhum desses locais foi monitorado por salva-vidas.. Segundo o responsável, estas são consideradas áreas monitorizadas até 150 metros à esquerda e à direita das guaritas.

— Acima de 150 metros o tempo de resposta começa a sofrer, pois, além de ser mais difícil identificar se alguém está se afogando, tenho que correr mais. Quando eu entrar na água, terei que nadar mais. Um resgate que dura 30, 40 segundos em frente ao posto de guarda, aumenta exponencialmente aos poucos a 200 metros, até dois minutos, dois minutos e 30 segundos para chegar à vítima – explica o major Moreno.

A última morte registrada pelo Corpo de Bombeiros Militar ocorreu na tarde deste sábado (10), uma Lagoa da Fortaleza, em Cidreira, no litoral norte. A vítima foi Carlos Ademir Klement, 46 anos. A lagoa é monitorada, mas o ponto onde ocorreu o afogamento fica a 2,5 quilômetros do posto de guarda, portanto não é adequado para banho.

O Corpo de Bombeiros divulgou dados que abrangem o período desde o início da operação até março. Assim como as informações deste ano, estes são apenas incidentes tratados pela própria empresa.

*Período de pandemia de Covid-19

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